O que aconteceu?
A erupção do Vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, aconteceu entre 27 de setembro de 1957 e 24 de outubro de 1958. Tudo começou a cerca de 1 km da costa da Ponta dos Capelinhos, no fundo do mar, onde o magma, ao entrar em contacto com a água fria, causou uma série de explosões. Essas explosões não demoraram a ser vistas à superfície, e o que antes estava submerso deu origem a uma nova formação vulcânica, que mais tarde se ligaria à ilha através de um cone de lava. Durante os 13 meses em que o vulcão esteve ativo, foram expelidos enormes volumes de cinzas, lava e rochas, que cobriram o solo e destruíram grande parte da vegetação. As casas e infraestruturas da região também ficaram danificadas, e a vida da população foi profundamente alterada. Embora não tenha havido vítimas mortais diretas, cerca de 2.000 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas, que ficaram cobertas de cinzas ou soterradas pela lava.

A agricultura, que era a base da economia local, foi severamente afetada. O solo ficou impróprio para cultivo e as fontes de água foram contaminadas. Diante da destruição e da incerteza sobre o futuro, muitos habitantes decidiram emigrar, especialmente para os Estados Unidos, onde foram apoiados por uma legislação especial que facilitava a imigração.
A erupção não apenas alterou a geografia da ilha, criando uma nova extensão de terra, mas também teve um grande impacto na vida das pessoas, forçando-as a reconstruir as suas vidas longe da sua terra nata
